Alimentar vacas com algas marinhas pode diminuir aquecimento global

Ao contrário do que muitas pessoas acham, um dos fatores que mais contribuem para o efeito estufa são as vacas. Sim, você leu certo: não são os automóveis, ou as indústrias. A pecuária tem papel fundamental na emissão desses gases.

Ao se alimentar, as vacas produzem muito metano, que é expelido na forma de eructação (arrotos) e flatulências. E o gás metano tem efeito estufa até 25x maior do que o gás carbônico, o que impacta ainda mais no aquecimento global.

Como a dieta das vacas pode mudar

Uma pesquisa recente feita na universidade de Queensland mostrou que ao colocar um pouco de alga marinha na alimentação das vacas e boi pode diminuir a produção de metano em até 99%.

Essa descoberta pode ter papel fundamental na diminuição do efeito estufa e consequentemente no aquecimento global.

Os pesquisadores simularam as condições do trato digestivo dos bovinos para testar diferentes níveis na alimentação até achar a melhor mistura possível.

O próximo passo

Tendo feito essa descoberta, o próximo passo, e possivelmente o mais difícil, é viabilizar esse tipo de alimentação para as vacas do mundo inteiro.

A coleta de algas marinha no mar não seria suficiente para todos os bovinos do mundo, além de ser muito caro. O cenário ideal aqui seria o cultivo artificial dessas algas. Já existem estações de cultivo no sul asiático, mas a tendência é essa indústria expandir para outros continentes com os dados e benefícios dessa nova pesquisa.

Os pesquisadores ainda dizem que podem haver grandes mudanças no panorama da agropecuária nos próximos três anos, se eles tiverem o suporte adequado. E isso pode acarretar enormes benefícios para o nosso planeta!

Leia a pesquisa completa:

Feeding cows seaweed could slash global greenhouse gas emissions, researchers say

Frederico Rocha

Estudante de engenharia ambiental na Escola Politécnica da USP, escreve periodicamente para o VemdoLixo, além de cuidar da parte de marketing.

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